Histeroscopia Cirúrgica

Para que a gestação ocorra, é necessário que as condições uterinas estejam adequadas. A camada interna do útero recebe o nome de endométrio, é nele que o embrião deverá implantar. Alguma alterações encontradas nessa área podem impedir a fixação do embrião: pólipos, miomas, septos, processos inflamatórios ou infecciosos, entre outros.
A histeroscopia consiste na introdução de uma microcamera através do canal vaginal, atravessando o orifício externo e interno do colo uterino e dessa forma obtendo-se a visualização de toda a parte interna do útero, o endométrio e a cavidade uterina.

Vale ressaltar que todo esse trajeto até dentro da cavidade uterina é feito por orifícios naturais, não sendo necessário cortes na paciente.

Uma vez dentro do útero é possível retirar miomas, pólipos, biopsiar o endométrio, visualizar a entrada das tubas uterinas, retirar septos, etc. Esses procedimentos são realizados com auxílio de alças de ressecção, tesouras e cautérios que chegam dentro do útero junto com a camera.

Esse é um procedimento que geralmente não necessita de pernoite no hospital, ou seja, o período de internação é de 4 a 8 horas. O período de recuperação também é rápido. Frequentemente no dia seguinte a paciente já pode retornar as suas atividades.

A histeroscopia tem um importante papel na Reprodução Humana. Miomas, pólipos ou septos são causas de falha de implantação embrionária ou de abortos de repetição, além de poderem provocar cólicas e/ou sangramento vaginal. Uma boa avaliação da cavidade endometrial é fundamental.